“Ele é um ótimo pai, você tem muita sorte.” Estou cansada de ouvir esta frase, só porque meu marido ajuda em casa com nossas filhas.

Ele cuida das nossas filhas. Ele já trocou muitas fraldas, ajuda a limpar a bagunça delas, dá banho, comida e tudo mais que um pai deveria fazer. Então, por que colocar pais como ele em um pedestal por “apenas ajudar” a cuidar dos nosso(a)s filh(a)os? Que aliás tivemos juntos, planejamos cada passo juntos… então nada mais justo do que dividir o dia a dia, a rotina e os cuidados.

Sei que tradicionalmente, as mulheres eram cuidadoras e homens provedores de família; Isso significava que os homens não faziam coisas como “cuidar das crianças”. Então, isso é uma coisa “nova” para nós? Não tenho tanta certeza disto?

Nossa sociedade ainda está encontrando seu caminho na igualdade de gênero. Sinceramente, sinto que devêssemos estar mais longe nesta jornada. É triste o fato de que ainda lutamos pela igualdade de direitos para as mulheres no local de trabalho, lutamos pela não violência…

Você sabe o que seria incrível? Viver em um mundo em que um homem que cuida de seus filhos, não é considerado excepcionalmente excepcional. Afinal de contas, ele não está fazendo nenhum favor a ninguém. Como meu marido sempre diz:

“Faço tudo que está na minha descrição de trabalho como pai, eu escolhi ser pai ninguém me obrigou”.

Meu esposo e eu fazemos de tudo para nos preservarmos como casal. E no dia a dia buscamos equilibrar as atividades. Afinal, somos dois profissionais bem sucedidos. Eu não seria completa sem meu trabalho e ele não seria completo sem participar da rotina das meninas.

Em nossa rotina dividimos nossas funções parentais. Fins de semana e noites passamos juntos como uma família, nos dias da semana ele é um pai para duas. Geralmente ele pega turno da manhã: o café da manhã, prepara o lance para escola, certifica-se de que as crianças escovaram os dentes e vestiram roupas adequadas, sapatos, penteia e faz penteados nos cabelos cacheados e as leva para escola.

Isto entre outras atividades da rotina delas, ele ainda se enrola com todos os papéis escolares, mas todos estão organizados, lidos e assinados (quando necessário).

Embora eu aprecie tudo o que ele faz, não é excepcional. Isso é ser PAI. Algumas pessoas ficam surpresas: “Deve ser bom ter um marido que ajude assim”.

Bem, eu não fui a única que decidiu ter duas filhas. então… nada mais justo que dividir. Para que possamos preservar nossa individualidade, nosso casamento e também sermos PAIS. Ele ajudar, é parte da regra, é uma escolha que ele fez quando escolheu ser PAI.

Veja, meu marido entende que sou uma mulher com vários papéis e que preciso de ajuda e que sou uma pessoa melhor, uma mãe melhor por causa do meu trabalho, da minha individualidade. Ele entende isso e fica muito feliz em apoiar a minha escolha de carreira.

Por exemplo, enquanto ele está cuidando das meninas para eu possa trabalhar na Click Babá e ajudar tantas outras mães como eu, ele não está babysitting as meninas. Quando eu saio uma vez por mês com as minhas amigas para conversamos sobre nossas vidas por mais de três horas, e ele está com as crianças, isso não é babysitting. Quando ele decide cozinhar com as meninas, ou ensiná-las robótica (programação) ou simplesmente ler para elas, ele não está apenas “ajudando”. Ele está educando, construindo um relacionamento e ajudando nossas filhas a crescerem pessoas de bem.

Cuidadores como as babysitters, babás, avós e tios ajudam sim e precisamos deles. Mas quem educa e cria somos nós mães e pais.

Enfim… essa foi a melhor forma que encontrei para dizer ao pai das minhas filhas: FELIZ DIA DOS PAIS.

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