A principal característica do autismo, que geralmente pode ser percebida nos três primeiros anos de vida de uma criança, é o comprometimento das habilidades de interação social e a comunicação. Ele não é uma doença e sim um transtorno, por isso, não tem cura, mas existem formas de facilitar o convívio e o contato com um filho com autismo.

Neste post, selecionamos algumas informações sobre o transtorno e dicas de como cuidar de uma criança com autismo. Confira!

Diagnóstico correto

O primeiro passo é ter a opinião bem clara de um profissional especialista sobre o quadro. Quanto mais cedo o autismo for detectado, maiores as chances de progresso, o que garante uma melhor qualidade de vida para a criança.

Muitas famílias têm dificuldade em aceitar o diagnóstico, principalmente pelo fato de o transtorno não afetar a saúde física da criança, apenas o comportamento e a comunicação, ou seja, ela parece perfeitamente saudável.

É importante verificar também se a criança não tem na verdade algum problema de audição, já que uma pessoa que não escuta bem também não consegue se relacionar e apresenta dificuldades para se expressar oralmente, o que pode ser confundido com autismo.

Tratamento de um filho com autismo

Depois do diagnóstico e levando em conta o grau do autismo, é necessário iniciar o tratamento com profissionais de diferentes áreas, como terapia ocupacional, psicologia, pedagogia e fonoaudiologia.

Cada criança e cada caso terá um tipo de desenvolvimento e progresso no tratamento, e não é possível prever com precisão qual será o resultado.

Como cuidar de um filho com autismo

1. Demonstre carinho

“Uma criança autista nunca gosta de afeto e não aceita carinho de ninguém”. Você já ouviu essa frase? Pois saiba que esse é um mito que cerca o autismo. Crianças com essa síndrome fazem contato sensorial diferente de uma criança não autista. E para que elas se desenvolvam melhor, os pais devem demonstrar amor.

Eles precisam reparar no nível de sensibilidade da criança. Por exemplo, filhos muito sensíveis a toques e abraços podem ser tratados com sorrisos e palavras positivas. Recomenda-se ainda a fazer sinais com a mão e até se oferecer para dar um abraço.

Já as crianças com um autismo mais severo precisam de mais cuidados na abordagem. Pois elas podem ficar irritadas e violentas se forem tocadas sem avisar. Nesse caso, vale o método de tentativa e erro. Quer dizer, identifique qual é o momento e o gesto que seu filho gosta. Às vezes, é melhor deixar a criança ir até você e oferecer um abraço.

2. Brinque com seu filho

Uma pessoa com autismo precisa ter suas habilidades estimuladas. E as brincadeiras podem ser uma ótima ferramenta nesse processo. Isso porque elas conseguem incentivar o desenvolvimento neuropsicomotor do corpo.

Um exemplo de brincadeira com esse potencial de estímulo é fazer cócegas. O adulto convida a criança para brincar e faz pequenas cócegas nos pés dela, por exemplo. Ao reparar que a criança sorriu, deve-se fazer um pausa, dando a sensação de suspense. E depois tentar fazer cócegas novamente. Esse tipo de brincadeira ajuda a ativar a percepção sensorial da criança. Também faz com que aumente uma relação mais afetiva com o adulto.

Outra sugestão de brincadeira é por meio de jogos. Quebra-cabeças, cartas coloridas, brinquedos que se encaixam são ideias para estimular a coordenação motora. Além disso, essas brincadeiras que trabalham com desafios ajudam a criança autista a cumprir tarefas até o fim.

3. Estimule o contato com outras pessoas

Muitas vezes pode parecer que uma criança autista não quer se relacionar com outras crianças. Mas o que acontece, em muitos casos, é que ela não consegue começar uma conversa ou participar de uma brincadeira.

Nessas situações, o pais devem ajudar a criar os laços de interação social. Por exemplo, convidar outras crianças para brincar com o filho autista. E podem ser atividades das mais simples, como passar a bola ou fazer parte de um jogo de basquete. Isso ajuda a criança a se sentir incluída.

Além disso, o pais podem ensinar o seu filho autista a dar algumas respostas socialmente adequadas. É o caso de momentos em que a criança ri de outra que acabou de tomar um tombo. Nesse contexto, é preciso ensiná-la a perguntar se o colega precisa de ajuda para se levantar.

O riso da ocasião não demonstra perversidade da criança autista, mas mostra que ela tem uma desorganização para encontrar respostas apropriadas para as situações. Por isso, os pais devem intervir nesses casos.

4. Crie formas de comunicação

A linguagem é uma capacidade muito difícil para crianças autistas, mas é possível desenvolver a comunicação com elas por meio visual. Elas conseguem aprender quando alguém mostra o modo de fazer, em vez de apenas falar com elas.

Sendo assim, faça junto com seu filho quando for ensinar um gesto. Por exemplo, você quer que ele aprenda a apontar para coisas. Segure-o pela mão, separe o dedo e demonstre como indicar os objetos e as coisas que estão ao seu redor.

Nesse processo, é preciso mostrar mais de uma vez, pois repetições prolongadas auxiliam no aprendizado. No primeiro momento, pode parecer que a criança não se esforça, mas com o tempo você vai reparar como ela responde corretamente.

Outro detalhe é que o nível de compreensão e representação vai mudar quando a criança autista começa a crescer. Para não perder a comunicação, antes de ensiná-la a ler, por exemplo, dê orientações visuais. É o caso de apresentar fotos, desenhos simples. Assim, ela vai combinando imagens e palavras e depois somente as palavras.

5. Imponha limites

Principalmente por causa da dificuldade em expressar seus próprios sentimentos e por geralmente compreender a linguagem de uma forma mais literal, a criança autista tem dificuldade em aceitar mudanças impostas e pode reagir com raiva ao ser contrariada ou sentir-se frustrada.

Apesar disso, como toda criança, ela precisa ter limites e os pais não podem ceder às suas ameaças ou crises de fúria. Quanto mais cedo os limites forem trabalhados e estabelecidos, mais facilmente eles serão aprendidos.

Mas é preciso ficar de olho nos ataques explosivos, birra ou comportamentos agressivos. Esses também são formas de comunicação da criança autista com os pais. Pode ser sinal de que seus sentimentos se sobrecarregaram. Ou ainda, pode ser que algo de mais sério esteja acontecendo. Afinal, crises alérgicas, distúrbios do sono e inflamações gastrointestinais deixam a criança muito perturbada.

Por isso da importância de reparar a frequência desses tipos de comportamentos. Anote o que ocorre nessas situações, os horários e inclusive as pessoas que estavam no momento. É preciso saber se há um padrão e solicitar ajuda médica.

Percebeu que com dedicação e carinho não é tão difícil cuidar de um filho com autismo? De qualquer forma, é importante não ter vergonha de pedir ajuda. Nada melhor do que buscar a experiência de outros pais que lidam com o autismo. Assim, você vai estar mais preparado para cuidar do seu filho.

Gostou dessas informações? Então compartilhe este texto com seus amigos nas redes sociais!

Download my app