O sono nos primeiros anos de vida da criança é associado sempre à sensação de segurança e de bem-estar. Atravessando várias fases, o período do sono é alterado pelos picos de crescimento, de amadurecimento emocional e dependente do contexto em que ela se encontra. No início da vida o sono é muito relacionado à saciabilidade alimentar. Com o passar dos meses, essa sensação de satisfação vai dando lugar a familiaridade com o ambiente. No entanto, a criação do hábito de dormir só aparece com maior definição a partir dos dois anos e meio.

O início da fase dos pesadelos

A partir dos três anos, os sonhos se desenvolvem com mais clareza e por isso os pesadelos podem começar a aparecer. Quando uma criança tem um pesadelo, geralmente se movimenta durante o sono, acorda de impulso assustada e faz grunhidos e gemidos trêmulos.

O que fazer quando meu filho está tendo pesadelo?

Acolhendo o filho durante um pesadelo

Se a criança já tem capacidade de narrar o sonho, é preciso ouvi-la com cuidado e passar a segurança de que todas essas imagens são uma fantasia e que na realidade ela está segura e protegida pelos pais. Se o seu filho sonha com algo muito claro, como um monstro atrás da cortina, os pais podem acompanhá-la até o lugar e mostrar que aquele é um ambiente seguro e que na verdade não tem nada lá. Os pais devem confortá-la e passar confiança imediatamente.

Retomando o sono

É normal que, após um episódio de pesadelo, as crianças não queiram voltar para a cama. Apesar disso, os pais devem acompanhar ou ir até o quarto dela e ficar durante um tempo até que sinta que o sono está voltando. Não é aconselhável ficar com a criança até ela dormir, pois este comportamento pode criar uma dependência e ficar mais difícil do filho desenvolver autoconfiança futuramente.

Pesadelos ou terror noturno?

É preciso saber diferenciar se o seu filho está tendo pesadelos esporádicos ou passando por terror noturno. No segundo caso, é preciso um acompanhamento mais especializado, como médicos, terapeutas e psicólogos, além de mudanças no sistema e na rotina da vida da criança. O terror noturno pode ser hereditário e sumir de forma espontânea na maioria dos casos.

O terror noturno é uma experiência que, diferente do pesadelo, ocorre no começo da noite, 1 a 2 horas após o pequeno pegar no sono. Geralmente é acompanhado de gritos intensos, onde eles se levantam da cama e podem até chegar a tratar os familiares com indiferença, como se estivesse amedrontado e não os conhecesse. Quando esse mal estar acaba, a criança volta a dormir, acordando depois como se nada tivesse acontecido — na grande maioria das vezes eles não se lembram do que aconteceu.

De onde vem os pesadelos?

As manifestações relacionadas ao sono nas crianças são ligadas ao amadurecimento emocional e qualquer mal estar pode estar relacionado a desconfortos que ela traz na experiência do contexto familiar, escolar e social. Quando os casos se tornam mais frequentes, é preciso observar com mais cuidado a situação, procurando ajuda profissional quando necessário. A criança precisa se sentir segura, acolhida e compreendida para ter um crescimento emotivo saudável.

Tem como evitar pesadelos?

Para deixar um ambiente agradável e aconchegante para o seu filho, evite deixá-lo chegar a um nível de cansaço extremo, assim como rotinas sobrecarregadas de atividades. Priorize brincadeiras lúdicas e prazerosas. Caso presencie um episódio de terror noturno, não tente acordar seu filho e deixe o ambiente protegido de possíveis contusões.

Agora que você já sabe o que fazer quando o seu filho tiver um pesadelo, aprenda algumas dicas sobre como escolher o pediatra ideal!

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