Seja para pais que se dedicam em tempo integral à educação infantil ou para os que conciliam a criação dos filhos com o trabalho fora de casa, educar é sempre uma tarefa delicada. Qualquer excesso nas concessões ou negativas pode desestabilizar a criança e acarretar no desenvolvimento de uma personalidade desrespeitosa.

Pensando nisso, separamos alguns pontos que devem ser observados durante o desenvolvimento infantil. Confira:

1 – Ensinar o respeito é importante

As crianças não nascem sabendo sobre como devem se relacionar com as outras pessoas. Fazer com que entendam essa diferença é parte das obrigações que compõem a tarefa de educar.

Mas como ensinar que o comportamento com o irmãozinho ou colega de sala deve ser diferente daquele que se tem com os avós e professores? Existem dois ensinamentos que devem ser postos em perspectiva:

  • O respeito é crucial para qualquer relacionamento: é importante deixar claro que todas as pessoas merecem respeito. “Por favor”, “obrigado” e “com licença” são palavras chave que devem ser ensinadas desde cedo, assim como o entendimento de que “não” é sempre “não” e  que xingamentos são sempre ofensivos.
  • As crianças observam e repetem as ações dos pais: se os pais tratam as colaboradoras (babás e empregadas) de forma desrespeitosa ou humilhante, dificilmente os filhos se comportarão de forma diferente. Ensinar que todos devem ser tratados com educação e cordialidade irá prepará-las melhor para viver em sociedade.

2 – Impor limites é necessário para a educação infantil

Essa é, com certeza, uma das tarefas mais assustadoras para os pais mas, se realizada de forma cuidadosa e adequada, ocorrerá de forma saudável. Como fazer isso?

  • Viva os valores que você quer passar para seu filho: não basta falar, é preciso mostrar. Crianças são observadoras e boa parte do tempo replicam o comportamento.
  • Transmita segurança: Seu filho deve saber que você é o responsável por ele. Uma vez que ele tenha a certeza do cuidado, ficará mais fácil identificar que quando você responde com negativas ou não cede a algum pedido, tem algum motivo. Esse processo também estabelece quem é a autoridade da relação.
  • Ensine que as frustrações são normais: a melhor forma de mostrar isso é se comportando controladamente quando algo não der certo ou de acordo com o que você esperava. Pais que demostram raiva excessiva quando o time de futebol perde, por exemplo, não devem esperar que seus filhos saibam lidar bem com as perdas.

3 – A criança não deve ser o centro das atenções

Quem é a autoridade em sua casa? Muitos pais respondem prontamente a essa pergunta com um sonoro: eu! Mas, será? Vamos conferir: quem tem a última palavra? Quem consegue tudo que quer após insistir ou fazer manha? Quem dita o horário de comer e os locais que serão frequentados? Se vocês costumam deixar de ir aos locais que gostam ou se reunir com amigos por conta do comportamento da criança, você tem um problema: crianças que são o centro da casa desenvolvem um comportamento de soberania (o famoso “rei da casa”) e insubordinação, tendendo a dar ordens nos pais, professores, avós e os demais que estão ali para auxiliar na educação e, no futuro, dificuldades em lidar com superiores ou clientes na vida profissional.

Como reverter essa dinâmica?

  • Estabeleça uma rotina levando em conta as demandas de todos na casa e não abra mão desses planos. Se todos devem fazer a refeição à mesa, não ceda a choros e birras para que “apenas dessa vez” ela fique na sala assistindo TV.
  • Não estabeleça mecanismos de trocas e compensação por sua ausência. Sua ausência tem um motivo? Se sim, explique para seu filho.
  • Demonstre que os mais velhos sempre, independente de sua função na rotina da casa, devem ser tratados com respeito e educação.

Todos os tópicos apresentados nesse post trazem um ponto em comum: cuidado com o excesso. Seja fruto do medo em frustrar a criança ou compensação por não estar presente durante todo o dia, o excesso é prejudicial. Ensinar seu filho a lidar com a perda, com as frustrações com a negativa e, principalmente, a se relacionar com os outros, é educá-lo para o mundo.

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